Um miserável, um indigênte que vaga pela terra tentando entender, tentando encontrar o significado da existência. Muitas vezes é necessário perder tudo para poder valorizar o que já tinha e não queria enxergar. Perguntas intermináveis, questionamentos tudo não passa de pautas inatingíveis que parecem nunca acabar, estão lá para assolar sua mente para te fazer perceber que você é a doença. É a resposta mais plausível e concreta, o homem é sua própria aflição, ele optou por se trasformar nisso, se contenta em buscar migalhas do prazer e corroer o seu interior.
Pouco a pouco, sem perceber a cura vai se tornando cada vez mais impenetrável aquele homem que poderia se tornar um engenheiro de ideias se vende pra um engenheiro da matéria. E essa cura, nenhum dinheiro do mundo pode comprar. Esquecemos a essência em sermos complexos e individuais, preferimos ser uma senha um estériotipo imposto pelos valores da sociedade, um número de cpf já nos basta para nos clasificarmos como alguém, deixamos o que acreditamos de lado para seguir esse esgoto social. Ainda por cima há uns que se orgulham em nele habitar, outros já preferem fingir que ele não existe, mas cedo ou tarde não há como não se deparar com seu cheiro.
E onde foi parar aquela vontade em reecontruir a sociedade dos sonhos? Se foi com a lucidez. Vamos ser sinceros, onde vamos achar uma única pessoa que não possua essa necessidade neurótica por poder, que possa fazer com que a tranparência e a honestidade sejam fiéis a consciência coletiva a fim de regularar os comportamentos sociais em um todo. Essa busca do homem pelas tão chamativas ''migalhas do prazer'' estão sendo confundidas com o prazer de viver, com a dignidade humana. Nesse sistema capitalista não é possível ser digno se você chegar em terceiro lugar, não estou dizendo para você não buscar evoluir e crescer, muito pelo contrário mas precisa haver um equilíbrio sobre esse canibalismo insano.
A miserabilidade psíquica não escolhe classes socias, ou quem paga menos. Não é difícil de encontrar robôs do sistema pelas ruas, de que adianta ter o mais caro dos móveis e não sentir o conforto da sua família, enquanto há aqueles que não tem nem onde se deitar mas encontram o descanço. Esses empresários de aço, não passam de colecionadores de lágrimas.
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